

Artesanal
Se você tem admiração por pessoas que superam grandes obstáculos e se tornam admiráveis por seus feitos, não pode deixar de assistir.


Comprei a reimpressão da revista Realidade de janeiro de 1967, que na época foi apreendida pelo governo militar. Estou degustando aos poucos (como fazia nos meus tempos de UFSC) as reportagens bem escritas e em profundidade que caracterizaram essa revista que deixou saudades. A última página trazia a seção “Brasil pergunta”, e, nessa edição, a questão tratada é a seguinte: “A mulher deve ser virgem ao casar?” Gostei da resposta dada pela radialista Sarita Campos (mantive o português da época, como está na revista): “Seria ideal para um homem que sua futura espôsa fôsse pura e virgem. A pureza, no entanto, pode existir independente da virgindade. Há môças virgens que são levianas, fracas, sem escrúpulos, mas que conservam a virgindade como garantia de casamento. Há môças que por inexperiência, falta de vigilância, ou excesso de amor e confiança perderam a virgindade. E no entanto são môças dignas, sérias, excelentes para o casamento. Recebo cartas de rapazes desorientados que me perguntam se devem ou não casar com a môça que confessou ter perdido a virgindade. E eu os aconselho a estudar a fôrça de seu caráter e a casar-se se chegarem à conclusão de que ela merece o seu amor. Acho que a môça deve se conservar virgem e pura, ilustrando o seu espírito e precavendo-se contra os aproveitadores que delas se utilizam apenas para seu prazer físico. A môça noiva deve se fazer respeitar pelo noivo, a namorada pelo namorado, a mulher pelo homem.”O Parque da Residência localiza-se na cidade de Belém, no estado do Pará, no Brasil.
Caminhando ao longo da Passagem das Icamiabas chega-se à Estação Gasômetro. Sua antiga estrutura de ferro pertenceu à Companhia de Gás do Pará. Mas desde 1997, abriga um teatro com 400 lugares e um espaço privilegiado para eventos diversos. O Anfiteatro também é uma boa opção para quem quer assistir peças de teatro ou apresentações musicais ao ar livre, ou ainda, simplesmente, sentar e aproveitar a paisagem.
Na Praça do trem um vagão de trem da antiga estrada de ferro Belém-Bragança, que tantas vezes transportou o governador Magalhães Barata pelo interior do estado, agora permite ao visitante do parque aproveitar o clima de “Belém-província” ao melhor sabor da terra: em forma de sorvetes. E o melhor da culinária pode ser encontrado no Restô do Parque.
A Sociedade Paraense de orquidófilos, criada em 1962, tem sua sede no Parque da Residência. O Orquidário do parque, com mais de 400 espécies, é símbolo da beleza exótica da região. Outra atração é o Coreto Pavilhão Frederico Rhossard, uma homenagem ao poeta paraense. E na Praça das águas, a estátua do também poeta paraense Rui Barata, olha pensativa para o parque segurando eternamente o livro “O nativo de câncer”.
A pavimentação de pedras portuguesas por todo o parque, as luminárias de ferro, as estátuas de belas mulheres cobertas de tecido delicado, o palacete do início do século XX, o Coreto, o orquidário. Tudo isso, ao som de araras, periquitos e outros pássaros da região, tornam o Parque da Residência um pedaço de uma outra Belém. Um retalho do sonho urbanístico do início do século passado em pleno centro da cidade.
Em 1903, Antônio Lemos dizia: “Há quem atribua a tendência de luxo à abertura de avenidas, à manutenção de jardins urbanos e a construção de parques em pleno centro da cidade."
Felizmente, Magalhães Barata concordava com Antônio Lemos. A isso devemos o charmoso Parque da Residência. ( Origem: Wikipédia)